segunda-feira, 3 de outubro de 2016

No mês em que completa 94 anos, Agustina Bessa-Luís é a nossa autora de outubro


Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila-Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. O pai, oriundo de uma família de lavradores, partiu aos 12 anos de idade para o Brasil onde fez fortuna. Voltou para Portugal e dedicou-se à gestão de empresas de espetáculos e jogo. A mãe tinha origem espanhola. As contingências da vida do pai levaram a família a mudar por diversas vezes de terra. Viveram em Gaia, no Porto, na Póvoa de Varzim, em Águas Santas, em Bagunte, Vila do Conde e em Godim, no Douro, n a casa de família da sua mãe. Mas seria a relação com a região duriense que viria a marcar fortemente a obra da escritora.
Mostrou desde criança um grande gosto por escrever histórias e pela leitura, começando pelos livros da biblioteca do avô materno. Foi através destes livros que tomou contacto com alguns dos melhores escritores franceses e ingleses. Na juventude chegou a escrever dois romances com o pseudónimo de Maria Ordoñes.
Em 1945 casou com Alberto Luís, no Porto, que conhecera através de um anúncio de jornal posto pela escritora procurando pessoa culta com quem se corresponder. Alberto Luís era estudante de Direito em Coimbra, onde ficaram a residir enquanto o marido acabava o curso, mudando-se depois para o Porto, onde fixaram residência.
Estreou-se como romancista em 1948 com a novela Mundo Fechado. É em 1953, com o romance A Sibila, ao qual foi atribuído o prémio Delfim Guimarães e o Prémio Eça de Queiroz, no ano seguinte, que Agustina Bessa-Luís é reconhecida como uma das vozes mais importantes na ficção portuguesa. Desde então manteve um ritmo de publicação de uma obra por ano, pouco comum nas letras portuguesas.
Algumas das suas obras foram adaptadas ao cinema nomeadamente com Manoel de Oliveira, com quem colaborou com assiduidade. A primeira adaptação de Manoel de Oliveira de um romance de Agustina foi Francisca, inspirado em Fanny Owen (1980). Seguiram-se Vale Abraão (1991/1992), O convento (1995), Party (1996), Inquietude (1998), O princípio da incerteza (2001) e O espelho mágico (2005). Em 2009 o cineasta João Botelho adaptou a obra A Corte do Norte.
Tornou-se conhecida não só como romancista, mas também como autora de peças de teatro, guiões para cinema, biografias, ensaios e livros infantis, e a sua obra conta até ao momento com mais de meia centena de títulos.
Agustina tem participado em numerosos colóquios e encontros internacionais, e realizado conferências em universidades um pouco por todo o mundo. Foi ainda membro do Conselho Diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (1961-1962) e colaborou em várias publicações periódicas, tendo sido entre 1986 e 1987 diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. É ainda membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris) e da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras). Tem recebido diversos prémios, distinções e doutoramentos honoris causa.
Aceda aqui ao sítio do Círculo Literário Agustina Bessa-Luís e visite, na Biblioteca Escolar da sede de agrupamento, a exposição com as obras da autora.
Para saber mais sobre a escritora entre aqui. Para saber ainda mais, veja este documentário.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Novas obras do programa de Português do Ensino Secundário na Biblioteca Escolar

Os alunos e professores de Português do Ensino Secundário já podem contar com mais alguns materiais de auxílio à leitura e interpretação das obras literárias do programa. Já se encontram na Biblioteca Escolar exemplares dos livros de apoio da autoria de Carlos Reis para que a abordagem a esses textos seja mais simples e esclarecedora para todos. A juntar aos títulos de que já dispúnhamos ficaram agora também disponíveis os estudos sobre a Crónica de D. João I de Fernão Lopes (10.º ano), Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett, Amor de perdição de Camilo Castelo Branco e Os Maias de Eça de Queirós (11.º ano).
Uma ajuda a não perder, mas só depois de ler as obras dos escritores!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Obras das metas curriculares para o 1.º Ciclo na Biblioteca Escolar da EB1

O trabalho desenvolvido na Biblioteca no ano letivo passado pela Educadora Cesaltina e pela Professora Ana Maria deu frutos a vários níveis, como tivemos sempre ocasião de divulgar aqui no nosso blogue. E esperamos que alguns desses frutos sejam duradouros e possamos tirar partido deles durante bastante tempo. É o caso da arrumação das obras das Metas Curriculares do 1.º Ciclo em dossiers distribuídos por ano letivo que foi levada a cabo pela Professora Ana Maria. Assim, torna-se mais fácil, sobretudo para os professores, localizar  as obras que têm de estudar com os seus alunos, tendo em conta que existe na Biblioteca Escolar pelo menos um exemplar de cada uma das obras da lista. Autonomamente ou com o auxílio dos elementos da equipa e da assistente operacional que dão assistência ao serviço da Biblioteca será simples obter as obras necessárias.
Boa leitura!

 

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Concurso "7 dias, 7 dicas sobre os media"

Nos tempos que correm, em que vivemos rodeados de informação e de meios de difusão dessa mesma informação, é necessário que tomemos todos consciência de que nem tudo o que nos chega nos interessa e de que temos de adquirir ferramentas e hábitos que nos permitam aplicar filtros à enxurrada que nos chega por todas as vias: motores de busca, redes sociais, correio eletrónico, etc. Tendo em vista alertar os alunos para esta necessidade, a RBE lança, uma vez mais, o concurso "7 dias, 7 dicas sobre os media", através do qual, por meio de trabalhos, os alunos dos vários níveis de ensino poderão, com os seus professores, fazer uma reflexão acerca desta matéria. Fica aqui o regulamento e mais informação sobre a iniciativa. Os trabalhos elaborados a nível de escola poderão, mais tarde, até 17 de março de 2017, concorrer a um prémio nacional.
Resultado de imagem para 7 dias 7 dicas sobre os media

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Plano Nacional de Formação Financeira: "Todos contam"

A literacia financeira, a formação dos alunos para a compreensão da economia e o estímulo dos hábitos de poupança são algumas das questões que uma escola comprometida com a educação dos seus alunos na atualidade não poderá deixar de lado. Para isso, no âmbito da Educação para a Cidadania, como previsto nas competências definidas a nível de escola, é importante que seja dado um tratamento sério a estas matérias. Não devemos formar os seres humanos para serem escravos da economia nem das determinações dos mercados, mas é importante que todos tenham algumas noções sobre o funcionamento da realidade do dinheiro, das relações económicas e das finanças privadas e públicas.
Para ajudar nessa tarefa, foi criado o Plano Nacional de Formação Financeira que disponibiliza a alunos, pais e professores material de apoio para o tratamento destas questões. Existe o portal da internet Todos Contam, com informação e atividades acessíveis a todos, foi lançado um concurso nacional para as escolas e foi agora publicado o 1.º Caderno de Educação Financeira, destinado aos alunos do 1.º Ciclo, com explicações e atividades interessantes para a sala de aula. Fica disponível na Biblioteca, mas também está disponível em formato PDF aqui e serão solicitados mais exemplares para que todos os professores possam usá-lo nas suas atividades com as turmas.



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Abertura oficial do ano letivo na Biblioteca Escolar

Decorreu na manhã do dia 14 de setembro, na Biblioteca Escolar da sede de agrupamento, a sessão oficial de abertura do ano letivo de 2016/2017. Tal como previsto e já tinha sido aqui anunciado, a escola contou com a presença do Ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, que fez uma visita a vários espaços da escola, com uma demora mais prolongada na Biblioteca. A sessão foi participada e contou com a presença de alunos, professores e assistentes operacionais da escola. Tomaram a palavra a Diretora do Agrupamento, o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco e o Ministro da Cultura. Em todos os discursos foi enaltecido o papel fundamental da cultura e das artes na educação e na formação dos jovens, tendo também sido sublinhada a importância dos serviços que a Biblioteca Escolar proporciona no desenvolvimento dos alunos e no seu acesso à informação e ao conhecimento. Também esteve presente na sessão a Coordenadora Nacional da Rede de Bibliotecas Escolares.
Para além dos discursos e da visita à Biblioteca (em que foi dado destaque ao projeto "Biblioteca na ponta dos dedos"), houve dois momentos musicais, o primeiro protagonizado pela aluna Beatriz Corodi, que nos apresentou um estudo para violino, e o segundo a cargo de um pequeno coro que cantou o hino do Agrupamento, com a direção da Professora Armanda Patrício. Houve ainda tempo para a declamação de uma colagem de poemas da autoria do ministro Luís Filipe Castro Mendes, que é o nosso autor do mês e que se mostrou muito agradado com a receção que lhe foi prestada.
Fica aqui a notícia sobre o evento publicada no sítio da RTP para quem quiser saber mais sobre o que aconteceu.
Foi uma entrada diferente e muito digna no novo ano letivo. Esperamos que o destaque que foi dado ao início se possa prolongar durante os meses que se seguem!






terça-feira, 13 de setembro de 2016

Luís Filipe Castro Mendes, o autor do mês

O autor do mês de setembro, mesmo a abrir o ano letivo, é o poeta Luís Filipe Castro Mendes. Este poeta é também ministro, Ministro da Cultura, e estará na nossa escola no dia 14 de setembro pelas 11 horas para fazer a abertura oficial do ano letivo. O local escolhido para o evento foi a Biblioteca Escolar, que estará de portas abertas para receber todos os interessados em assistir à sessão, que terá algumas surpresas agradáveis.
Estará em exposição na Biblioteca Escolar informação sobre o escritor, para além de ser possível ler e requisitar o seu livro mais recente, Outro Ulisses regressa a casa, que estará também em exposição.
Aqui fica uma biografia breve do autor:

Poeta e ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 em Idanha-a-Nova, onde o seu pai trabalhava como juiz. Ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática, sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris. Ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esteve ainda colocado na UNESCO e no Conselho da Europa. Deixou recentemente essas funções para assumir o cargo de Ministro da Cultura. Enquadrável numa estética pós-modernista, a obra de Luís Filipe de Castro Mendes revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo levam até às realizações mais lapidares e expressivas O Jogo de Fazer Versos. Desde Recados (1983), o seu livro de estreia, onde problematiza quer a relação entre o sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia entre a palavra e o silêncio ("Quanto te disse, toma-o pelo mais claro do silêncio que nos coube"), quer a relação entre o eu e o outro, numa última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a destinatários identificados pelo nome próprio; até Correspondência Secreta (1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas e poemas) atribuídos a figuras literárias (Marquesa de Alorna, Filinto Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o classicismo e o pré-romantismo, a obra de Luís Filipe Castro Mendes tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável mestria, as experiências de escrita. Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o Prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), Viagem de Inverno (1993), O Jogo de Fazer Versos (1994), Modos de Música (1996), Outras Canções (1998), Os Dias Inventados (2001), Lendas da Índia (2011), a que foi atribuído o Prémio António Quadros, A Misericórdia dos Mercados (2014) e Outro Ulisses Regressa a Casa (2016) são ainda exemplos de outras obras deste autor.


O regresso à escola

Estamos de volta à escola, às aulas e ao convívio de todos os dias... Talvez nem sempre nos tenhamos posto a pensar no que isso significa, mas há quem o faça. Inclusive de uma forma curiosa e inquietante, como é o caso do escritor (e também professor...) Miguel Tamen, numa crónica recente (de 9 de setembro):

A expressão ‘regresso às aulas’ imita a expressão ‘regresso a casa’. Ouve-se dizer que a escola é uma casa. Mas a escola é mais parecida com uma paragem de autocarro ou uma loja que com uma casa.
Anuncia-se pelas esquinas o regresso às aulas. Porquê exactamente ‘regresso’? À primeira vista porque já lá se esteve; à segunda porque é lá que se acaba. Ir para a escola e andar na escola tem um grau de inevitabilidade parecido com o da morte e dos impostos. É natural que muitas crianças achem que se parece com a morte; mas parece-se mais com os impostos. Como os impostos, a escola não tem de ser o que é; e é até concebível que não seja de todo.
Não significa isso que não seja importante aprender coisas com outras pessoas, ou por si só; e aprender coisas que normalmente só se aprendem na escola, e que é prático que se possam aprender lá: história, matemática ou música. A questão é saber se essas coisas se têm de aprender lá. A doutrina parece ser a de que a escola é necessária às crianças; o consenso, o de que não é suficiente; e se não for nem uma coisa nem outra?

Fica aqui o artigo completo para quem tiver curiosidade...
Para já, bom ano e bom regresso para todos! A Biblioteca Escolar, como é óbvio, também está de volta, de portas abertas, ainda com algumas limitações devido à distribuição dos manuais escolares, mas já pronta para prestar os seus serviços a quem deles precisar.