terça-feira, 13 de setembro de 2016

Luís Filipe Castro Mendes, o autor do mês

O autor do mês de setembro, mesmo a abrir o ano letivo, é o poeta Luís Filipe Castro Mendes. Este poeta é também ministro, Ministro da Cultura, e estará na nossa escola no dia 14 de setembro pelas 11 horas para fazer a abertura oficial do ano letivo. O local escolhido para o evento foi a Biblioteca Escolar, que estará de portas abertas para receber todos os interessados em assistir à sessão, que terá algumas surpresas agradáveis.
Estará em exposição na Biblioteca Escolar informação sobre o escritor, para além de ser possível ler e requisitar o seu livro mais recente, Outro Ulisses regressa a casa, que estará também em exposição.
Aqui fica uma biografia breve do autor:

Poeta e ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 em Idanha-a-Nova, onde o seu pai trabalhava como juiz. Ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil. Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática, sucessivamente em Luanda, Madrid e Paris. Ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, esteve ainda colocado na UNESCO e no Conselho da Europa. Deixou recentemente essas funções para assumir o cargo de Ministro da Cultura. Enquadrável numa estética pós-modernista, a obra de Luís Filipe de Castro Mendes revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o romântico e o clássico, a regra e o jogo levam até às realizações mais lapidares e expressivas O Jogo de Fazer Versos. Desde Recados (1983), o seu livro de estreia, onde problematiza quer a relação entre o sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia entre a palavra e o silêncio ("Quanto te disse, toma-o pelo mais claro do silêncio que nos coube"), quer a relação entre o eu e o outro, numa última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a destinatários identificados pelo nome próprio; até Correspondência Secreta (1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas e poemas) atribuídos a figuras literárias (Marquesa de Alorna, Filinto Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o classicismo e o pré-romantismo, a obra de Luís Filipe Castro Mendes tem ainda como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável mestria, as experiências de escrita. Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o Prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), Viagem de Inverno (1993), O Jogo de Fazer Versos (1994), Modos de Música (1996), Outras Canções (1998), Os Dias Inventados (2001), Lendas da Índia (2011), a que foi atribuído o Prémio António Quadros, A Misericórdia dos Mercados (2014) e Outro Ulisses Regressa a Casa (2016) são ainda exemplos de outras obras deste autor.


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